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“Fogueiras Molhadas” – A minha estreia em Peniche

Boas pessoal, como é que é, "tá" tudo bem?

Desde já, peço perdão a todos aqueles que não estão tão familiarizados com este mundo do "running". Mas hoje impunha-se um artigo sobre esta prova, na qual já queria participar há muito tempo. A Corrida das Fogueiras, em Peniche, que este ano celebrou 39 edições.

Começo por falar do ambiente. Em apenas uma palavra: Espectacular. Todos os Penichenses saíram à rua e encostaram-se aos passeios para bater palmas a todos os atletas, sem qualquer tipo de distinção. Quem dera que todas as provas tivessem este apoio. Para quem corre, só sabe o quanto este apoio nos faz sentir melhor. Transmite muita energia, parece que nos "empurra para a frente". Parabéns.

Por falar em energia, passo a falar-vos da prova em si e da minha prestação. Como já vos disse foi a minha estreia em Peniche e numa prova de 15kms. Talvez por isso e por ter estado 10 dias sem correr, não encarei este desafio com um objectivo definido, nem nenhum "tempo bomba". Era mais sentir a tal energia das gentes de Peniche, de que muitos já me tinham falado. Parti muito bem, talvez um pouco rápido demais, mas com energia. Mania ou defeito meu, parto sempre "com a pica toda" e, muitas vezes, acabo por pagar esse esforço no final. Foi exactamente isso que aconteceu ontem: no oitavo quilómetro, os "alicates" cederam, a cabeça foi para "as Berlengas" e a respiração ficou toda descontrolada. Acusei o esforço de um "esticanço" na noite anterior na "Cidade do Rock". A verdade é que o nosso corpo já não recupera da mesma forma, não é Sr. Caramba (ai ai ai, o menino.... ).

A partir daí, foi gerir da melhor forma possível, para não estourar totalmente. Quis desistir (tanto), quis fazer o resto da prova a andar... Mas isso não faz parte do meu perfil como pessoa e corredor. Ontem custou muito... os últimos cinco quilómetros foram difíceis, a chuva que começou a cair também não ajudou (soube bem, mas não ajudou) e foi em esforço que cheguei à meta.

Os primeiros instantes após a passagem pelo pórtico de chegada foram de tristeza. Que má gestão de prova. Só pensava: Já corres há tempo suficiente para saberes gerir as tuas provas. Fogo... Mas, depois, olhei para o meu relógio e pensei: Espera, tu não trazias objectivo de tempo, vinhas de uma paragem após uma pequena lesão, querias o quê??? E o relógio mostrava-me 1:10:56, a uma média final de 4:42min/km. Então, tristezas para "trás das costas". Chegaste ao fim, não paraste. Foi difícil, mas está feita. Fica o exemplo para o futuro, não é assim que se gere bem uma prova.

Hoje, já com umas boas horas de sono e descanso, quero dizer que estou muito feliz por ter concretizado uma das provas mais espectaculares de Portugal. A magia das Fogueiras tornou-se uma realidade para mim. Pena o tempo que não ajudou, o frio e chuva tiraram, só um pouco, do encanto desta prova fantástica.

Uma palavra de apoio e amizade a todos os elementos do Correr Lisboa que ontem estiveram em Peniche. As nossas "amarelinhas" ajudaram a dar um pouco mais de brilho à festa. Fantásticos Vicentes.

Só para concluir: Obrigado Peniche, até para o ano. Esta é aquela prova que vou querer repetir muitas vezes, sempre que os meus "alicates" me deixarem. Fica a foto para a posteridade:

dav

Agora, que venha a preparação para a Maratona do Porto. Muitas e longas semanas de treino, das quais vos vou falar em próximos artigos.

Abraços e beijinhos

CarambaMan

 

2 comentários em ““Fogueiras Molhadas” – A minha estreia em Peniche

  1. Susana Amorim

    É giro como por vezes precisamos de dormir sobre o assunto para festejar devidamente as nossas conquistas! Excelente prova, muitos parabéns! E boa sorte agora que estão oficialmente abertas as hostilidades para a maratona 🙂

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  2. N.

    Cuidado com isto das Fogueiras. Quando se vai uma vez nunca mais deixamos de querer ir! Caramba, se com uma má gestão de prova o relógio marca este tempo, imagino se os alicates não tivessem enferrujado com a chuva. Excelente marca!
    Bons treinos para o Porto!

    Responder

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